sábado, 29 de março de 2008

DANÇA COMIGO?


Quero dançar com você
a dança do nosso amor.
Nessa dança, a nossa música
é a minha, que também é sua.
Ritmo, melodia, harmonia...

_____ SINCRONIA _____

No passo e no compasso
no enlaço e entrelaço
dos seus braços, em meus braços,
no balanço, no espaço, sem tropeços
no universo infinito desse amor que é só nosso.
(Silvânia Barros – 30/03/2008)

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segunda-feira, 17 de março de 2008

COM (VIVER) - Crônica


Difícil hoje, a gente ter que conviver numa realidade, onde a transparência e a autenticidade não mais são tidas como “virtudes” ou mesmo um traço valoroso em nossa personalidade.
“Conviver é uma arte”... Expressão muito usada para definir como viver em sociedade.
Entretanto, a meu ver, a arte é expressão dos sentimentos que nos vêm da alma, não havendo outra forma de um artista criar uma obra, interpretar, pintar, esculpir ou atuar, senão, através da inspiração e emoção sentidas; portanto, verídicas!
As pessoas andam impacientes, muitas vezes impiedosas, o “ser” foi substituído pelo “ter”, o consumismo é exagerado, todos correm contra o tempo e até a arte foi banalizada, pois o que é bom não dá dinheiro.
Temos que sorrir sempre, viver “dançando conforme a música”, não podemos “mastigar problemas”, como dizem alguns que conheço (falar dos nossos problemas, mesmo que lutemos para a resolução deles), o respeito tornou-se algo raro, solidariedade... Nem se fala!
É óbvio que temos que acompanhar a evolução do mundo; entretanto, entendo que há valores que têm de ser preservados e não, simplesmente, serem considerados como se “saíssem de moda”. Absurdo!
Como é terrível você não poder confiar em ninguém, ter que “pisar em ovos”, sempre arranjando um jeito de agir ou dizer certas coisas, ficar sempre em alerta, se policiando, não poder ser você mesmo em muitas ocasiões ou lugares... Puxa, vida! Que mundo é esse?
Viver de aparências? Fingir que está tudo lindo e maravilhoso, quando, na verdade, está tudo errado?
É... As pessoas estão cada vez mais egoístas, interesseiras, falsas, desprovidas de nobres sentimentos e só nos apontam os defeitos, nunca enaltecendo o que temos de bom e louvável.
Evidentemente, ainda há exceções, como tudo na vida, não querendo me ater nesse lugar comum.
Ainda, quando somos realistas, consideram-nos dramáticos, amargos, derrotistas e pessimistas...
Há uma frase, a qual desconheço o autor, que diz: - “Não se explique e não se justifique”. E hoje, para poder conviver bem, estou adotando essa forma, mesmo que, muitas vezes, a minha vontade é de vomitar o que está borbulhando dentro de mim. Não é fácil; porém, tenho procurado exercitar isso, equilibrando-me, fazendo-me passar por surda, cega e muda!
Querendo ou não; aprovando ou não; estou entrando nessa dança, se preciso for.
Contudo, sinto-me extremamente bem e feliz dentre aqueles tantos que são sinceros, reais e verdadeiros, pois esses sim, merecem todo o meu respeito, admiração e carinho, sem que eu necessite representar nada, podendo falar tudo, chorar, rir, brincar, agir sem precauções, sem frescuras, sendo eu mesma!
Nem tudo está perdido; o importante é poder ter esperança, viver em paz e harmonia, lutando para que tenhamos um mundo melhor, onde as pessoas se unam e sintam que o amor, principalmente ao próximo, é e será sempre o lema e a essência do bem-viver e conviver!

(Silvânia Barros – 17 de Março/2008).

sábado, 15 de março de 2008

REAL E VERDADEIRO AMOR (Crônica)


Quando um homem e uma mulher sentem um amor único e verdadeiro, aquele que vai além da paixão, do prazer, do sexo, da química, do extremo carinho, há uma troca espontânea e extremamente deleitante de tudo aquilo que nos faz transcender a nossa própria essência.
Falo de um sentimento maduro, companheiro, intenso, livre de quaisquer barreiras que se possam colocar em uma trajetória da vida, sejam estas até consideradas “banais”, diante de tão inexplicáveis sensações que a realidade desse amor nos proporciona, privilegiando poucos!
Refiro-me a “banais” o que muitos adotam como empecilhos: não tenho tempo, estou trabalhando, ocupado, estou saindo para resolver um problema, estou atrasado, não pude atender ao telefone ou celular, não vi sua mensagem, não entrei na Internet...
Certamente, no mundo atual, as pessoas vivem numa corrida contra o tempo. Porém, se refletirmos bem, não se perde nada e sim(!) ganha-se muito, ao dizermos “Te Amo”, mandarmos um beijo, escrever um “Ok”, “Bjo” ou tantos breves vocábulos ou abreviaturas tão utilizadas na modernidade!
Há quem diz que não é romântico, que não sabe ser desse ou daquele jeito... Engano! Quando se tem esse amor incondicional, qualquer um de nós se torna poeta!
Seja um analfabeto, um matuto, uma pessoa ilustre, culta, ou da mais alta estirpe, sem restrição alguma de status social, raça ou nacionalidade, todos em “estado de real amor” são iguais!
Num amor verdadeiro não se concebem “táticas”, viver “medindo as palavras”, ficar em “expectativas”, incertezas e tristezas, falta de iniciativa em procurar o outro, falta de comunicação e reciprocidade, e, principalmente, o desprezo ou o descaso!
Há sim, uma gostosa liberdade de expressão, a sapiência de ouvir, de poder falar dos próprios sentimentos, de se declarar, de fazer “surpresinhas”, de confidenciar os problemas, de pedir ajuda, sempre em total interação e cumplicidade - o que é maravilhoso!
Assim, meus queridos... Amemos com todos os poderes e sem pudores; com liberdade, e sem restrições; com alegria, desprendimento, entrega e inteiro prazer!

(Silvânia Barros – 15 de Março/2008).